Exposição revisita “A menina que descobriu o Brasil”

Trabalho do 6º ano exposto no saguão


Notícia publicada em 16/11/2016 11:25 -
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Como era o Brasil que Fortunatella encontrou em 1900? E que mudanças ela perceberia no nosso país hoje? Dois paineis, expostos no saguão da escola, respondem simbolicamente estas perguntas. Mas quem é Fortunatella? A personagem do livro “A menina que descobriu o Brasil” está no centro da exposição organizada pelos alunos do 6º ano do Ensino Fundamental.

A partir da leitura do livro, da autora Ilka Brunhilde Laurito, as turmas desenvolveram trabalhos de releitura que resultaram na mostra. A opção pelo livro, segundo a professora de Língua Portuguesa, Fabiane Steinke, teve “a intenção de desenvolver a competência leitora, o vocabulário e a interpretação de textos verbais e não verbais, permitindo aos alunos tornarem-se adultos críticos, protagonistas e questionadores, plenamente capazes de exercer sua cidadania”.

A peça central da exposição traz dois grandes paineis. Um deles conta a trajetória de Fortunatella ao chegar ao Brasil em 1900. O outro retrata o Brasil que ela encontraria se chegasse aqui hoje. A confecção dos paineis foi feita nas aulas de Português e envolveu todos os alunos. Eles mesclaram técnicas de colagens e desenhos para a construção.  Depois, divididos em trios, cada grupo resumiu dois capítulos para representar artisticamente em cartolinas. Essa atividade resultou na releitura do livro, trabalho que pode ser conferido, também, na exposição.

Mas nem tudo o que envolveu os trabalhos com o livro está na mostra no saguão da escola. Os alunos também representaram os capítulos em forma de teatro, o que foi filmado e, nas aulas de Informática Educativa com a professora Cristiane Keller, editaram vídeos curtos contando a história revisitada. “Com essa atividade tínhamos vários propósitos: desenvolver a expressão oral, gestual, facial; usar a entonação de voz adequada à situação; treinar a memória; desenvolver o espírito crítico e de grupo; aprimorar a organização, capricho, respeito e responsabilidade; interpretar textos; estimular a iniciativa e encontrar soluções para os problemas e aprimorar a produção textual”, justifica a professora Fabiane.

O convite é para que a comunidade escolar prestigie a exposição. “Entendemos que por meio da literatura podemos desenvolver nos leitores as habilidades socioemocionais, promovendo o contato dos alunos com valores essenciais à construção e ao exercício da cidadania, com protagonismo, ética e respeito à diversidade, uma vez que é pela leitura que eles visitam realidades distintas, tomam contato com diferentes mundos, modos de pensar, culturas e sentimentos, vivenciando o colocar-se no lugar do outro, comportamento essencial para saber compartilhar, cooperar, trabalhar em equipe, compreender e ouvir os outros”, acrescenta a professora.

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